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Gripe A (H1N1)

 

 

O surto da Gripe A (H1N1) que se propagou por vários países e continentes tem abrandado, mas o risco de pandemia ainda é elevado.

 

CV Portuguesa lança panfleto sobre a gripe 14 Julho 2009

Gripe A (H1N1) na fase 6 de alerta pandémico 22 Junho 2009

Mais casos de H1N1 21 Maio 2009

 

Confirmado o surto de gripe A (H1N1)  ou Gripe Suína, com foco no México e o número crescente de casos reportados noutros países como os Estados Unidos, Canadá, Brasil, Reino Unido, França, Israel, Austrália, Nova Zelândia, Portugal, subsiste a preocupação por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS) que alerta para um caso de pandemia global. Se este cenário se confirmar, o surto afectará as grandes áreas geográficas em todo o globo.

Em menos de uma semana, a OMS elevou o alerta pandémico do nível 3 para o nível 5, caracterizado pela propagação do vírus por humanos em pelo menos dois países numa região. O nível 5 é já considerado um forte sinal de iminência da pandemia e da cada vez maior escassez de tempo para a conclusão da organização, comunicação e implementação do plano de mitigação. Até ao dia 4 de Maio os casos reportados atingiram os 1000 em todo o mundo, com 20 países e três continentes afectados.

Esta é uma situação de forte preocupação para a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV)  que, consequentemente, tem estado a aumentar significativamente os seus mecanismos de preparação e resposta com efeito imediato, e medidas de redução de risco através das suas Sociedades Nacionais.

No dia 7 de Maio, os líderes de mais de 30 Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho em todo o mundo, reconhecendo a urgência da situação e a necessidade de tomar acções imediatas, reuniram-se em Paris para discutir o actual surto de gripe e procurar novas maneiras para melhor preparar e responder à ameaça de uma possível de pandemia global em linha com a "Declaração de Paris", no sentido de construir uma cultura de prevenção ao invés de depender apenas de respostas de emergência.

A Federação Internacional e as suas parcerias mundiais são ideais para ajudar a mitigar e a responder a uma pandemia através do apoio às Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho e ao papel que estas desempenham junto dos respectivos governos. Este papel auxiliar é reforçado ainda por uma extensa rede de quase 100 milhões de voluntários em todo o mundo, que podem levar a cabo acções de consciencialização e ajudar a preparar as comunidades.

 

As actividades dos voluntários da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho têm permitido

- acelerar os alertas críticos e acções de resposta;

- garantir uma resposta coerente e coordenada ao nível local de acordo com as prioridades globais e recomendações ao nível nacional;

- mobilizar rapidamente voluntários bem treinados ao nível comunitário, uma capacidade vital quando se lida com a ameaças de pandemia.

As actividades dos voluntários dependem das capacidades nacionais e podem abranger papel de aconselhamento no âmbito da saúde, intervenções comunitárias, coordenação de parceiros da sociedade civil, disseminação de mensagens de saúde pública, mobilização comunitária ou transporte de pacientes para hospitais, de forma a garantir a distribuição dos serviços básicos essenciais, como por exemplo bancos de sangue, principalmente em países com sistemas de saúde fracos ou sobrecarregados.

Tratam-se de esforços planeados para fornecer assistência às Sociedades Nacionais por um período inicial de 6 meses. A actuação da Cruz Vermelha evoluirá de acordo com a evolução do surto. O alerta de vigilância será mantido, especialmente no caso do vírus voltar dentro de alguns meses com ainda mais força.