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Sismo no Haiti: mais ajuda para as pessoas nos campos e crianças desacompanhadas |
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5 Fevereiro 2010
Mais de três semanas após o sismo que afectou o Haiti, a ajuda internacional está a chegar cada vez mais aos sobreviventes. O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) está a focar a sua ajuda às pessoas mais pobres nos campos de Port-au-Prince, e a assegurar-se que as crianças desacompanhadas estão a ser cuidadas.
Ajudar as pessoas que vivem no campos

Em conjunto com a Cruz Vermelha Haitiana, o CICV abriu três postos de primeiros socorros no bairro Canapé-Vert, perto vários campos temporários onde mais de 10.000 pessoas que perderam as suas casas estão agora a viver. Ao todo, há oito destes postos em Port-au-Prince e arredores, e mais dois em Petit-Goâve, uma cidade a cerca de 70 kms da capital. Os 10 postos de primeiros socorros em conjunto já trataram mais de 2.400 pessoas, 207 das quais foram referenciadas para hospitais e clínicas para mais tratamento.
O CICV continua a providenciar água limpara a mais de 16.000 pessoas a viver em três campos e no bairro de Cité-Soleil. Só em Janeiro, foram fornecidos mais de um milhão de litros de água limpa através de nove diferentes pontos de distribuição na cidade. Em Cité-Soleil, o maior bairro de barracas com mais de 200.000 habitantes, os engenheiros do CICV ajudaram as autoridades a reparar três grandes fugas no sistema. As reparações irão aumentar consideravelmente o acesso a água neste bairro pobre. Desde o sismo, o CICV distribuiu cobertores, lonas, redes mosquiteiras, sabão e jerry cans a mais de 5.000 pessoas em vários campos. Nos próximos dias serão efectuadas mais distribuições de alimentos e outros bens essenciais.
Ajudar a restabelecer as ligações familiares fora da capital
Em Port-au-Prince, as estações de radio continuam a promover os services conjuntos da Cruz Vermelha Haitiana/CICV ajudando as pessoas a restabelecer o contacto com os membros da família e a procura dos seus entes queridos. Para além disso, as emissões de radio começaram a anunciara nomes de pessoas transferidas para a República Dominicana por razões médicas. Em dois cafés com internet, os residents podem colocar online mensagens "seguro e bem" ou lançar um pedido de pesquisa no site de ligações familiares www.icrc.org/familylinks. Actualmente as listas do site têm mais de 26.300 nomes, inlcuindo cerca de 3.600 menssagens que reportam que estão vivos e seguros.

Uma vez que há cada vez menos pessoas a viver nos campos de Port-au-Prince a requerer os serviços móveis das equipas de pesquisa da CV Haitiana/CICV para contactar os membros da família a viverem no estrangeiro, estas equipas irão nos próximos dias para zones a ocidente e norte como as de Petit-Goâve, Mirebalais, Gonaïves e Cap-Haitïen, onde dezenas de milhar de pessoas de Port-au-Prince se mudaram. Na capital, as pessoas que querem telefonar aos seus entes queridos poderão continuar a fazê-lo em locais com equipas da Cruz Vermelha como os bairros de Delmas, Carrefour e Pétionville.
Cuidar de crianças desacompanhadas
As equipas de pesquisa da CV Haitiana e CICV, em estreita cooperação com as autoridades, outras agências, instalações provisórias de cuidados e famílias de acolhimento, continuam a procurar crianças desacompanhadas. As equipas trouxeram cinco crianças desacompanhadas para uma instituição de cuidados de crianças reconhecida pela UNICEF, e estão activamente à procura de reunir outras sete nos bairros de Champs-de-Mars e Carrefour com os seus familiares ou arranjar soluções alternativas para eles. Para além disso, o CICV já forneceu provisões alimentares para as próximas duas semanas para 65 crianças anteriormente desacompanhadas e agora com assistência.
Comida para detidos
Nos últimos dias, os delegados do CICV visitaram algumas estações de polícia, onde dezenas de detidos aguardam a sua transferência para um prisão que tenha condições para os receber. Um dos maiores problemas que enfrentam as pessoas por detrás das barras em muitas partes do Haiti é a falta de comida. Para aliviar esta situação, o CICV entregou à autoridade nacional prisional material médico e comida suficiente para cobrir as necessidades de cerca de 4.000 presos durante duas semanas. Para além disso, os delegados avaliaram as condições da prisão de Cap-Haitïen, onde estão cerca de 400 presos, e ficaram a saber que o problema de obtenção de água limpa estava prestes a ser resolvido com a reparação de uma bomba de água.
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